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Maceió, 19 de Maio de 2012

Juíza ouve testemunhas sobre suspeitos de chefiar milícia no Rio

15/2/2012 às 4:55:0 por G1

Até as 19h30 desta terça-feira (14), três das 13 testemunhas convocadas foram ouvidas pela juíza Elizabeth Machado Louro, do IV Tribunal do Júri, no julgamento de quatro acusados de integrar uma das maiores milícias da Zona Oeste.
 
Inicialmente marcado para as 10h, o julgamento começou por volta das 16h40 na 4ª Vara Criminal do Rio, no Centro. Os irmãos Natalino e Jerônimo Guimarães, o Jerominho; o filho dele, Luciano Guinâncio Guimarães; e Leandro Paixão Viegas, o Leandrinho Quebra-Ossos, são suspeitos de chefiar a milícia conhecida como Liga da Justiça, que atuaria na Zona Oeste do Rio. Eles foram denunciados por tentativa de homicídio a tiros de um despachante de Kombi.
 
O crime aconteceu em 15 de junho de 2005. O objetivo do grupo, segundo o MP, era tomar o controle de uma linha de van, para cobrar um pedágio de R$ 42 por dia útil de cada um dos 64 motoristas que faziam o trajeto Jardim Maravilha - Campo Grande, também na Zona Oeste. O despachante escapou ileso.Todos cumprem pena por formação de quadrilha na penitenciária federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.
 
O primeiro a ser ouvido foi o delegado Antônio Silvino, que era titular da 43ª DP (Guaratiba) na época do crime, e ficou responsável pelas investigações.
 
Em seguida, a juíza ouviu o depoimento de um policial que atualmente também está preso acusado de integrar a milícia. De acordo com as investigações, ele e um outro policial chegaram a abordar o veículo em que estavam os irmãos Natalino e Jerominho, logo após o crime, mas dispensaram os dois em seguida. Em depoimento, o policial acusou o outro agente de ter sido o responsável pela liberação de Natalino e Jerominho, após conversar em particular com os dois.
 
O coronel Dario Cony dos Santos foi o terceiro a depor. Ele era comandante do Regimento de Polícia Montada (RPMont) na época do crime e também contribuiu com as investigações. Segundo o coronel, ele tinha conhecimento de várias denúncias de que os acusados comandavam um esquema de controle do transporte alternativo na Zona Oeste. 
 
Acusados chegaram no início da tarde ao fórum
Por volta das 12h40, os quatro acusados chegaram à sala do 4º Tribunal do Júri. Ao entrar no local, parentes e amigos de Jerominho gritaram "Jerominho, a Zona Oeste te ama". Já Natalino gritou "eu sou inocente".
 
Segundo a assessoria da Defensoria Pública, a previsão é que o julgamento termine só na quarta-feira (15).
 
No início da tarde desta terça-feira (14), a juíza Elizabeth Machado Louro, do IV Tribunal do Júri, abriu a sessão em que foi instalado o júri, composto por cinco homens e três mulheres. Ao acabar de instalar o júri, ela suspendeu o julgamento para o almoço, marcando a retomada da sessão para esta tarde.
 
A juíza não atendeu ao pedido da defesa dos acusados de retirar as algemas deles e eles acompanharão todo o julgamento algemados.
 
Primeiro julgamento foi adiado
Essa é a segunda vez que os quatro milicianos vão a julgamento pela tentativa de homicídio do despachante de vans. Em outubro do ano passado, uma discussão entre a juíza e uma defensora pública adiou o julgamento. A primeira tentativa de julgar os acusados também teve que ser suspensa por causa da ausência de três testemunhas.
 
Em março de 2009, Jerominho, Natalino, Luciano, Quebra-Ossos e outro miliciano conhecido como Batman foram condenados pelo crime de formação de quadrilha armada. As penas variam de 9 a 10 anos de prisão. Outras cinco pessoas também foram condenadas.

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