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Maceió, 19 de Maio de 2012

Vigilância Sanitária Estadual orienta consumidores na hora de comprar carnes

População deve atentar para a procedência do produto e observar se ele foi inspecionado por órgãos governamentais e se o ambiente comercializado é higiênico

14/2/2012 às 22:12:0 por Assessoria

Na hora de comprar carne, a maioria da população se detém apenas ao preço, sem atentar para a procedência do produto, se ele foi inspecionado por órgãos governamentais e se o ambiente comercializado é higiênico. Negligências que, segundo a Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), podem trazer sérios prejuízos à saúde, transmitindo graves doenças, a exemplo de verminoses, tuberculose bovina e brucelose.

O alerta é fruto das péssimas condições da maioria dos matadouros alagoanos, que se encontram interditados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Diante dessa realidade, o diretor da Vigilância Sanitária Estadual, Paulo Bezerra, recomenda que os alagoanos sejam atenciosos ao comprarem carnes bovina, suína e caprina.
 
Bezerra salienta que alguns municípios, como Delmiro Gouveia e São Luiz do Quitunde, possuem matadouros que atendem aos padrões especificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, os municípios de Porto Calvo e Matriz do Camaragibe tiveram seus matadouros interditados, o que deve redobrar a atenção dos respectivos moradores da região.
 
“É claro que as pessoas procuram economizar na hora de fazer a feira. Mas em se tratando do consumo de carne – seja ela bovina, suína ou caprina -, é necessário tomar muitos cuidados, como verificar se a carne tem o carimbo dos Sistemas de Inspeção Municipal, Estadual e Federal, analisar o corte da carne – já que nos matadouros ela é manipulada com serras elétricas, além de verificar se o ambiente é refrigerado, as condições de higiene, o cheiro e a textura”, explicou o diretor de Vigilância Sanitária da Sesau.
 
Os cuidados com o consumo de carne devem ser redobrados também ao frequentar barracas, restaurantes e adquirir os chamados churrasquinhos. “É necessário observar o aspecto, verificar se o local é limpo, se a manipulação é correta e se a carne foi bem acondicionada”, salientou Bezerra.
 
Perspectivas
De acordo com Paulo Bezerra, a situação precária dos matadouros públicos deve ser sanada. Isso porque, na última segunda-feira (13), os prefeitos alagoanos se comprometeram em formar consórcios para a construção de matadouros, visto que eles requerem grandes investimentos.
 
Segundo ficou acordado entre a Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), o G overno do Estado, a Caixa Econômica Federal e o MPT, estão previstos a construção de matadouros em Santana do Ipanema, Viçosa e União dos Palmares.

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