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Um dos maiores asteroides que passam próximo à Terra, de cerca de 33 km - segundo informações da Nasa -, estará realizando seu percurso perto do nosso planeta na terça-feira. A passagem do 433 Eros não representa risco e nem poderá ser observada a olho nu, mas é uma oportunidade para astrônomos estudarem um ainda mais o segundo maior asteroide com passagem próxima da Terra - o maior nesta situação de proximidade é o 1036 Ganimedes. Embora esta passagem próxima represente 70 vezes a distância entre a Terra e a Lua, segundo o astrônomo da Fundação Planetário do Rio de Janeiro, Bruno Mendonça, em termos astronômicos, a distância é pequena. Segundo ele, é relativamente comum corpos menores se aproximarem da Terra e, no caso do Eros, este ano nem ocorrerá a situação máxima de proximidade, calculada a cada 81 anos. "A última vez que o Eros esteve neste ponto foi em 1975, no qual estava a cerca de 50 vezes a distância entre a Lua e a Terra. A próxima passagem prevista nesta situação será em 2056", explica Mendonça. Sem muito brilho, o grande asteroide só poderá ser identificado por astrônomos com telescópios profissionais. A Nasa monitora a trajetória do Eros, assim como todos os objetos que se aproximam da órbita do planeta. Caso o Eros não fosse conhecido, este seria um importante momento para avançar no estudo de suas características, entretanto, este asteroide recebeu uma sonda espacial no ano 2000 - situação incomum para os asteroides - que registrou suas especificidades. A sonda NEAR-Shoemaker - nomeada em homenagem ao estudioso dos planetas Eugene Shoemaker e pelo fato de NEAR, que significa "perto" em inglês, também ser a sigla de Near Earth Asteroid Rendezvous - que significa Encontro com o asteroide próximo da Terra- , entrou em órbita em 15 de fevereiro de 2000 e aterrissou em sua superfície em 12 de fevereiro de 2001. Graças a ela, o Eros é hoje o asteroide mais conhecido pelos astrônomos. |