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Maceió, 19 de Maio de 2012

18/12/2011 às
Publicado por Painel Político



Houve uma época em Alagoas onde a palmatória da segurança pública atingia em cheio os pobres que cometiam qualquer tipo de crime no Estado. O então secretário Coronel Amaral costumava propagar que, com ele, “bandido bom, era bandido morto”, mas paralelo a essa premissa, o sindicato do crime organizado no Estado se fortalecia na impunidade.

Era comum a prática de crimes políticos e os crimes “pela honra” e, nesses casos, a tese do Coronel Amaral passava longe. Recentemente, com mais de oitenta anos de idade, o ex-secretário deu entrevista ao jornal Gazeta de Alagoas e voltou a defender que “bandido tem que morrer”. Só não disse que, para ele, “bandidos poderosos e ricos” não  entram nessas estatísticas.

Com os números da violência em alta no Estado (segundo o Instituto Sangari, em 2000 Alagoas era o 11º Estado no ranking nacional dos crimes de homicídios; em 2006, passou a ocupar o primeiro lugar), há quem se lembre de Amaral e de sua tese de extermínio, como medida para reduzir o alto índice de criminalidade no Estado, mas isso não é alternativa correta, muito menos a solução para o fim dessa realidade.

Se em vez de matar bandidos, o Estado, na época do Coronel Amaral, se preocupasse em investir em segurança pública, quem sabe hoje Alagoas não estaria fora dos números negativos nessa área? Se em vez de proteger criminosos poderosos e ricos, o Estado, na época do Coronel Amaral, tivesse investido em  justiça e cadeia para matadores, hoje, Alagoas não seria um Estado com processos arquivados de homicídios nunca esclarecidos.

Mas, de todo modo, não é atuando com violência que podemos acabar com ela. É preciso investir nas polícias e nas políticas públicas sociais; combater diretamente o tráfico de drogas e a pobreza extrema; é preciso fazer com que o Estado e sociedade, juntos, façam seu papel responsável de proteger a cidadania, longe dos palanques eleitorais e dos interesses de projeto pessoal de poder.

 

 

 

 

 

 

 

 


Tags: Coronel, Amaral, bandido, bom, bandido, morto, segurança, pública, Alagoas

9/9/2011 às
Publicado por Painel Político



O Painel Notícias soube que, por ter votado contra o aumento do número de vereadores em Maceió, Tereza Nelma estaria sendo punida pela Mesa Diretora da Casa de forma cruel. Em tratamento médico para se curar de um câncer raro, a vereadora teria sido informada de que as passagens aéreas para São Paulo, onde ela se submete a uma quimioterapia diferenciada, seriam suspensas.

A vereadora embarcou ontem para São Paulo e segundo informações chegada até o nosso site, Tereza Nelma teria viajado apenas com a passagem de ida bancada pelo legislativo municipal. Ela acompanhou o grupo liderado pela vereadora Heloísa Helena que votou contra o aumento de 21 para 31 o número de vereadores a partir da próxima eleição em Maceió.

Tereza Nelma deverá se submeter a uma nova cirurgia e, além de quimioterapia, ela também realiza novos exames médicos na capital paulista.


Tags: Tereza, Nelma, vereadores, aumento, cancer, tratamento, Alagoas, Maceió, Política

9/7/2011 às
Publicado por Painel Político



Em alguns municípios, o debate sobre a disputa majoritária de 2012 ainda depende de alguns nomes que possam ou não se livrar das pendengas jurídicas e passarem pelo crivo da Lei Ficha Limpa. Em São José da Laje, as possíveis candidaturas padecem dessa situação mal resolvida.

Neno da Laje é um dos 17 pronunciados pelo juiz federal Gustavo de Mendonça Gomes na Operação Guabiru, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2005, Na ocasião, Neno foi algemado e preso, acusado de improbidade administrativa na gestão dos recursos da merenda escolar. Anos antes, Neno apareceu como suspeito no assassinato do vereador Manoel do Rádio, do qual ele era suplente.

O atual prefeito da cidade, Marcio Lyra (Dudui), provável candidato à reeleição, foi denunciado pelo Ministério Público por beneficiar a própria mãe com pagamento indevido de precatórios. Também Dudui, é acusado em outras investigações de desvio de verba pública.

Nas suposições, surge o nome do ex-deputado João Caldas como opção para essa disputa. Mas Caldas é outro que na Câmara Federal teve seu nome envolvido na Operação Sanguessuga, que flagrou esquema de corrupção em compras de ambulâncias em vários municípios brasileiros.

Na cidade, há uma apreensão política de quem pode vir a assumir a candidatura com chances reais de vitória e de um exercício sério e compromissado com o povo. O PT pode lançar o ex-secretário de Educação de Maceió, Ricardo Valença, numa ampla aliança com o PSB; o PSDB trabalha o nome do engenheiro Marivaldo Coutinho e também quer o apoio do PSB; outros nomes que são suscitados estão sempre á mercê da possibilidade real de Neno e Dudui concorrerem legalmente ao cargo.

Enquanto isso, o município amarga um dos maiores retrocessos de sua história, com mais de 60% da população vivendo abaixo da linha de pobreza.


Tags: São, José, da, Laje, Eleições, Alagoas, Política

17/6/2011 às
Publicado por Painel Político



O deputado petista Ronaldo Medeiros, o Ronaldo do INSS, está encrencado. E quem o coloca numa situação é difícil é outro petista, Antônio Valério, o Valério do INSS. Ambos servidores do Instituto Nacional de Seguridade Social (Previdência), Ronaldo e Valério podem estar ligados também por um possível esquema de fraude contra o órgão, aqui em Alagoas.

Segundo matéria publicada no site Cada Minuto, Valério do INSS aponta Ronaldo do INSS como um dos beneficiados com a fraude que criou uma verdadeira ala de loucos na previdência federal em Alagoas. Valério diz que Ronaldo foi beneficiado eleitoralmente; Ronaldo diz que abre mão da imunidade parlamentar para ser investigado.

Ronaldo é servidor do INSS há vários anos; foi superintendente por oito (governo Lula), mas assim que desencadeou a Operação CID –F, com mais de 50 mandados de busca e apreensão e de prisão, o parlamentar armou sua defesa na imprensa, garantindo que não sabia absolutamente nada sobre a fraude.

Mas as investigações iniciaram em 2009, quando Ronaldo Medeiros ainda estava no cargo.

Com a prisão de Valério e as insinuações do correligionário de que o esquema criminoso o beneficiou na eleição de 2010 para a Assembleia Legislativa, Ronaldo explicou que as fraudes eram combatidas pelo Serviço de Inteligência e dados eletrônicos. “Tanto, que foi iniciada esta investigação que culminou na operação da PF”, teria dito o deputado ao Cada Minuto.

Ou seja, embora estivesse no cargo de maior confiança do INSS em Alagoas, ninguém da direção do órgão confiou nele para falar sobre as investigações.

Por que terá sido?

À imprensa, Valério se disse perseguido politicamente dentro do órgão; falou que é “invejado” pelo quase 2 mil votos que obteve em 2008 para a Câmara de Vereadores de Maceió, na primeira investida eleitoral de sua vida.

Quem teria inveja de Valério do INSS? Quem poderia tê-lo perseguido dentro do INSS?

Ainda machucado pela inclusão do nome do ex-deputado Paulão na Operação Taturana (Assembleia Legislativa), o PT alagoano reuniu suas lideranças e já incorporou o álibi de que Valério, na eleição passada, não “marchou” com o partido.

Em outras palavras, se for culpado, Valério do INSS estava distante do PT e mais próximo de adversários do partido.

O esquema fraudulento investigado pelo Polícia Federal aponta rombo de R$ 12 milhões no INSS de Alagoas.

O desvio de recursos da Assembleia Legislativa, que pega o ex-deputado Paulão, acusado de crime contra o erário público e formação de quadrilha, investigado pela Polícia Federal, aponta prejuízo de R$ 300 milhões.


Tags: Professor, Valério, Ronaldo, do, INSS, PT, alagoas, operação, pf, INSS

6/5/2011 às
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Governador não reforma Casa de Custódia para receber ex-governador condenado a passar fins de semana na prisão

O ex-governador Ronaldo Lessa foi condenado a passar os fins de semana recolhidos na Casa de Custódia de Maceió, pelo crime de infâmia e injúria contra o juiz Celyrio Adamastor. A sentença é do juiz da Primeira Vara Federal, Guilherme Hirata. Mas isso não é novo. O ex-governador já recebeu essa mesma condenação pelo mesmo crime, cometido contra o desembargador Orlando Manso.

Mas não cumpriu a pena. Não cumpriu porque, como ex-governador de Estado, o réu teria direito a acomodações especiais que a Casa de Custódia e nenhum dos presídios alagoanos têm. O governador Teotonio Vilela precisaria bancar a reforma e conta-se pelos bastidores da política que o próprio Manso chegara a propor a Vilela doar recursos para a construção desse local especial, segundo determina a lei.

Vilela teria recusado. Não queria ver o ex-amigo de juventude preso em seu governo, por mais que a pena fosse justa e o crime condenável.

A Casa de Custódia continua sem a reforma necessária para que, também dessa vez, Lessa seja preso pela agressividade e irresponsabilidade com que trata seus adversários; imputando a muitos pecados e crimes sem quaisquer provas.

Há pouco, o ex-governador Lessa teve que se retratar publicamente com o desembargador James Magalhães por tê-lo acusado, quando era juiz eleitoral, de “corrupto”. Para não sofrer uma nova condenação, Lessa admitiu ter dito “inverdades” contra o magistrado.

Ou seja, Ronaldo Lessa veio a público afirmar que é mentiroso.

E isso, para um homem público, é muito perigoso.

De qualquer modo, ainda não será dessa vez que Lessa dormirá atrás das grades. Ele deve isso ao governador Teotonio Vilela. Unicamente.


Tags: Ronaldo, Lessa, Teotonio, Vilela

28/3/2011 às
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Agência Senado
Agência Senado
O senador Renan Calheiros desembarcou em Maceió, sexta-feira passada, com discurso na ponta da língua em defesa do prefeito Cícero Almeida e de sua administração. Na inauguração do Centro da Moda de Murici, onde Almeida nem compareceu, Renan iniciou a ladainha pedindo que “deixem o prefeito trabalhar”, lembrando que a denúncia do Ministério Público contra a sua gestão “vai passar”, mais cedo, ou mais tarde.

 
Evidente que o senador Calheiros espera que passe mais cedo, do que tarde, já que, segundo se especula nos bastidores da política alagoana, foi o próprio Almeida quem se chegou a ele pedindo “socorro” e prometendo fechar aliança eleitoral em Maceió, no próximo ano, caso o tenha como seu “advogado político”; animado com essa possibilidade, o senador tomou gosto pela ideia de lançar seu filho Renanzinho à prefeitura da capital, pelas mãos populares de Almeida.
 
Hoje pela manhã, Calheiros ampliou seu discurso fortalecendo politicamente o prefeito Cícero Almeida e até dando a ele o mérito total pela vitória do governador Teotonio Vilela à reeleição, ano passado; levantou o ego de Almeida do jeito que a vaidade do prefeito de Maceió gosta e ganhou ponto na frente do governador Teotonio para ter a sua popularidade no palanque do PMDB, seu partido,  em 2012.
 
É certo que o senador fez questão de “esclarecer”, a todo momento, que esse seu discurso nada tem a ver com a eleição de Maceió em 2012; muito menos com a eleição de 2014 para o governo do Estado, mas é notória a sabedoria política de Calheiros na arrumação do jogo eleitoral no Estado. Ensaiou até para agradar Vilela, mas a crise na segurança pública o faz se manter, ainda, mais distante do que gostaria.
 
De qualquer modo, a bola da vez é a eleição de Maceió, maior cabo eleitoral de 2014, e Renan Calheiros sabe muito bem para onde jogar essa bola até o jogo, de fato, ser iniciado.
 

Tags: Renan, Calheiros

27/1/2011 às 20:39:39
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O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas apelou feio. Para pressionar o governo do Estado a dar reajuste salarial à categoria, denuncia, no blog da entidade sindical, que existe lista de presos marcados para morrer, caso os agentes não tenham êxito no aumento de salários. Detalhe: são os presos a ameaçar, de morte, os próprios presos.
 
Mais grave, a denúncia é assinada pelo presidente do sindicato, o agente penitenciário Jarbas Souza, com o seguinte texto: “Os presos prometeram que, de quinta feira não passa, e que já existe uma lista de presos para serem mortos, caso a greve não termine. Ou seja, ou quebra de um lado, ou lasca do outro, porem, a partir de então, a certeza é que o sistema prisional alagoano, nunca mais será o mesmo”.
 
Quem deu tal informação ao agente penitenciário? O que ele fez com a informação além de usá-la para tentar acuar o governo? Denunciou à Intendência do Sistema Prisional? Ao Ministério Público? Á Vara de Execuções Penais? À OAB?  Ao Conselho Estadual de Segurança Pública? Quem são os detentos que ameaçam outros? Quem são os ameaçados para receberem proteção das autoridades da área de segurança pública?
 
Que tipo de política sindical é essa exercida pelos agentes penitenciários em Alagoas? Eles são agentes penitenciários ou são eles os bandidos?
 
Que tipos de agentes penitenciários temos em Alagoas? São eles capacitados para cuidar da integridade física dos detentos e da própria estrutura de trabalho dos presídios, ou não? Foram treinados para cuidar do sistema prisional ou para fazer terrorismo com o sistema na tentativa de aumentarem salários e se manterem na política sindical?
 
A pressão política, dessa forma, se torna tão criminosa como qualquer veracidade na denúncia exposta.

Tags: chantagem, sindical

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