O Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas apelou feio. Para pressionar o governo do Estado a dar reajuste salarial à categoria, denuncia, no blog da entidade sindical, que existe lista de presos marcados para morrer, caso os agentes não tenham êxito no aumento de salários. Detalhe: são os presos a ameaçar, de morte, os próprios presos.
Mais grave, a denúncia é assinada pelo presidente do sindicato, o agente penitenciário Jarbas Souza, com o seguinte texto: “Os presos prometeram que, de quinta feira não passa, e que já existe uma lista de presos para serem mortos, caso a greve não termine. Ou seja, ou quebra de um lado, ou lasca do outro, porem, a partir de então, a certeza é que o sistema prisional alagoano, nunca mais será o mesmo”.
Quem deu tal informação ao agente penitenciário? O que ele fez com a informação além de usá-la para tentar acuar o governo? Denunciou à Intendência do Sistema Prisional? Ao Ministério Público? Á Vara de Execuções Penais? À OAB? Ao Conselho Estadual de Segurança Pública? Quem são os detentos que ameaçam outros? Quem são os ameaçados para receberem proteção das autoridades da área de segurança pública?
Que tipo de política sindical é essa exercida pelos agentes penitenciários em Alagoas? Eles são agentes penitenciários ou são eles os bandidos?
Que tipos de agentes penitenciários temos em Alagoas? São eles capacitados para cuidar da integridade física dos detentos e da própria estrutura de trabalho dos presídios, ou não? Foram treinados para cuidar do sistema prisional ou para fazer terrorismo com o sistema na tentativa de aumentarem salários e se manterem na política sindical?
A pressão política, dessa forma, se torna tão criminosa como qualquer veracidade na denúncia exposta.
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