O excelente site Pajiba fez uma lista com os 25 filmes que mais utilizam a palavra "Fuck", resolvi com o bom Ctrl C e Ctrl V colocar pra vocês.
1 - Fuck (Documentário, 2005) — 824 times
2 - O Verão de Sam (1999) — 435
3 - Violento e Profano– (1997) – 428
4. Casino (1995) - 398
05. Alpha Dog (2007) - 367
6. Twin Town (1997) — 318
7. No Rastro da Bala (2006) — 315 — 311
8. Martin Lawrence Live: Runteldat (2002)
9. Perigo Para a Sociedade (1993) — 300
10. Os Bons Companheiros (1993) — 300
11. Narc (2002) — 297
12. Tempos de Violência (2006) — 296
13. Made (2001) - 291
14. Kids e os Profissionais (1998) — 291
15. Força Policial (2008) — 291
16. Dirty - O Poder Da Corrupção (2005) — 280
17. I'm Still Here – O Ano Perdido de Joaquin Phoenix(2010) — 280
18. Soldado Anônimo — (2005) — 278
19. Estranhas Amizades (2001) — 274
20. Propriedade Do Estado 2 (2005) — 271
21. Atraídos pelo Crime (2010) — 270
22. Cães de Aluguel (1992) — 269
23. Pulp Fiction (1994) — 265
24. O Grande Lebowski (1998) — 260
25. O Império (do Besteirol) Contra-ataca (2001) — 248
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Com o lançamento do mais esperado filme baseado em quadrinhos, Os Vingadores, resolvi fazer uma pequena lista das piores adaptações de Hqs para o cinema.
E dêem uma olhada no look do filme dos Vingadores que poderia ser lançado em 1978.
E vamos à lista
Hors Concours
0 – O Quarteto Fantástico – Direção: Oley Sassone – 1994
Editora: Marvel
As inúmeras lendas que rodam esse filme, dizem que uma produtora alemã comprou os direitos da Marvel para a adaptação do Quarteto Fantástico, mas não conseguiu levar o projeto adiante, porém havia uma cláusula onde a produtora deveria pagar cinco milhões de dólares para Marvel caso o filme não fosse feito. Desesperada, ela procurou o produtor Roger Corman que liberou um milhão e meio de dólares (um fortuna para Corman) para que ele fizesse o filme o mais rápido possível. Resultado, o filme foi feito em um mês.
Nunca foi lançado no cinema ou vídeo,só existem cópias na web, é objeto de culto por parte de muitos, é ruim até a medula, mas tem o seu charme.
1 - Howard, O Super Herói – Direção: Willard Huyck – 1986
Editora: Marvel
Ganhador do premio Framboesa de Ouro de Pior Novas Estrelas, Os seis atores e atrizes que se fantasiaram de pato, Pior Filme, Pior Script de Gloria Katz e Willard Huyck e Pior Efeito Visual.
A bola fora do produtor George Lucas, ele produziu esse filme que é baseado nos quadrinhos de Steve Gerber e roteiro de Bill Mantlo, com o fracasso comercial e o prejuízo na conta bancária, Lucas estava na pior. Seu amigo Steve Jobs fez então uma boa proposta pelo seu estúdio de animação por computador – que, anos mais tarde, virou a Pixar. Ou seja, o fracasso de Howard foi indiretamente responsável por filmes como Monstros S.A. e Wall-E.
O filme é bizarro to começo ao fim.
2 - Superman IV - Em Busca da Paz – Direção: Sidney J. Furie – 1987
Editora: DC Comics
Produzido pelos reis da picaretagem cinematográficas nos anos 80, Menahem Golan e Yoram Globus, donos da Cannon, figurinha carimbada em filmes de baixo orçamento e de consumo rápido, que no Brasil ficou popular pela distribuidora América Vídeo.
Resolveram bancar o quarto filme da série Superman, e se deram mal. Com roteiro do próprio Christophe Reeves, que até poderia render um bom, filme,redsultou num filme cheio de defeitos entre os principais os efeitos visuais e sonoros, além de um monte de furo na continuidade do filme, como a de Superman voando com Lacy no espaço, sendo que nesta cena o cabelo da menina voa e ela respira. Um triste fim de carreira para o único super-homem dos cinemas.
3 - O Monstro do Pântano – Direção: Wes Craven – 1982
Editora: Marvel
Wes Craven a mente doentia por trás do filme Aniversário Sangrento trouxe alegria para os fãs. Mas como ele não estava nos seus melhores dias o diretor acabou rodando um filme mixuruca em que nada funciona que não se decide em aventura, comédia, drama ou terror e que nem a roupa do monstro se salva. Ruindade do começo ao fim da película.
4 - Mulher-Gato – Direção: Pitof – 2004
Editora: DC Comics
Helen Berry e Sharon Stone recontando a origem da Mulher Gato.Tenho apenas uma coisa a dizer obre esse filme: Uma merda!!!!
5 - Batman Eternamente - Direção: Joel Schumacher – 1995
Editora: DC Comics
Depois dos primeiros filmes dirigidos por Tim Burton, os produtores resolveram mudar o time que estava ganhando, resultando numa decepcção, não esse Batman não foi um fracasso de bilheteria, pelo contrario foi muito bem, foi o segundo filme de maior bilheteria de 1995. Mas no filme existe um problemão chamado Joel Schumacher Vs. Val Kilmer.
Brigas de estrelismo rondaram a produção, parecia um telecath entre o diretor, Kilmes, Tmmy Lee Jones e Jim Carrey.
Mas vamos ao filme, a total mudança de tom dos filmes anteriores para esses fizeram de Batman Eternamente um terror para os fãs, considerando ter tido inspiração no seriado camp dos anos 60, Joel Schumacher preparava o terreno para o que viria a seguir.
Chato e prepotente, Batman Eternamente cansa o publico à medida que vai assumindo o seu lado cômico.
6 - Batman & Robin – Direção: Joel Schumacher – 1997
Editora: DC Comics
O que era inspiração do seriado camp dos anos 60, dessa vez virou fato. Com isso Schumacher, chamou George Clooney, Arnold Schwarzenegger, Uma Thurman, Chris O'Donnell e Alicia Silverstone para simplesmente destruir o personagem do Batman no cinema, com Schumacher sentado em um guindaste com um megafone e gritando antes de cada filmagem, "Lembre-se, todos isso é um desenho animado", transformou o filme num enorme playground, onde nada funciona, nem a ação nem a comedia, nem Batman, nem Robin, nem Batgirl, um verdadeiro samba do afro-brasileiro doido. Ainda bem que Christopher Nolan resgatou o morcegão do limbo.
O filme Venceu categoria de Pior Atriz Coadjuvante, coitada da Alicia Silverstone, no framboesa de ouro.
7 - Spawn, o Soldado do Inferno – Direção: Mark A.Z. Dippé – 1997
Edidora: Image
A grande criação de Todd McFarlane no universo dos quadrinhos virou um filmezinho classe z não mãos desse tal Mark Dippé, sem a violência usual que marcas os gibis do herói, essa aventurazinha de quinta só se destaca pelo ator John Leguizamo fazendo o Violador, e é só.
Vai ser ruim assim lá no inferno.
8 - Elektra – Direção: Rob Bowman – 2005
Editora: Marvel
Com o sucesso mediano do filme O Demolidor, a Marvel apostou um filme da assassina mais querida no mundo dos quadrinhos. Não adiantou continuar com a musa Jennifer Garner, esqueceram de melhorar o roteiro e desenvolver melhor as cenas de ação, que por sinal dão um sono.
9 – Steel - O Homem de Aço - Direção: Kenneth Johnson – 1997
Editora: DC Comics
Veículo para o astro da NBA, Shaquille O'Neal, mostra um personagem secundário da famosa saga Morte do Superman, claro já era ruim no gibi e multiplica a ruindade num filme feito pra crianças.
10 - Homem-Coisa – Direção: Brett Leonard – 2005
Editora: Marvel
O Homem-Coisa foi criado por Stan Lee, Roy Thomas e Gerry Conway. O roteiro é vagamente baseado nas histórias escritas por Steve Gerber (que dá nome a um dos personagens secundários), autor da maior parte das publicações em quadrinhos dos anos 1970 com o personagem.
Filme de baixo orçamento onde nada acontece, não existe grandes lutas, nem sangue, nem violência, nem zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz. Putz! O filme acabou e eu dormi.
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Com o sucesso da série de televisão do canal norte-americano ACM, a série The Walking Dead, que é baseada na série de quadrinhos de mesmo nome por Robert Kirkman, Tony Moore e Charlie Adlard. A temática do fim do mundo nas mãos de zumbis voltaram à tona.
Segundo o Wikipédia, O apocalypse Zumbi seria um cenário hipotético da literatura apocalíptica. Cultuado – e até mesmo aguardado – por muitas pessoas e com base na ficção científica e no terror, a expressão refere-se a uma infestação de zumbis em escala catastrófica, levando todas as sociedades ao colapso, e que rapidamente transformaria esta criatura no ser dominante sobre a Terra.
O surgimento do gênero O trabalho que serviu de inspiração para o gênero foi o livro I Am Legend ("Eu sou a Lenda"), de 1954. A história, escrita por Richard Matheson, mostrava um sobrevivente solitário chamado Robert Neville travando uma guerra contra a população humana transformada em vampiros.O livro foi mais tarde adaptado para um filme, O Último Homemd a Terra de 1971, com Charlton Heston no papel principal e recentemente com Will Smith, no filme de mesmo titulo do livro. George A. Romero pegou emprestada esta ideia de cenário apocalíptico e utilizou-a no pioneiro A Noite dos Mortos-Vivos de 1968, mas no lugar de vampiros, a ameaça era retratada na forma de zumbis canibais.
Então resolvi fazer uma pequena lista para mostra quais eram os melhores filmes de zumbis, muito ficaram de fora, então veja:
1 - A Noite dos Mortos-Vivos(1968)
Direção: George A. Romero - Estados Unidos
2 - Zombie Flesh Eaters – (1979)
Direção - Lucio Fulci - Itália
3 - Despertar dos Mortos - 1978
Direção: George A. Romero - Estados Unidos
4 - Todo Mundo Quase Morto - 2004
Direção: Edgar Wright - Reino Unido
5 - Dellamorte Dellamore - 1994
Direção: Michele Soavi - Itália
6 - Nightmare City - 1980
Direção: Umberto Lenzi - Itália
7 - Re-Animator - 1985
Direção: Stuart Gordon - Estados Unidos
8 - A Volta dos Mortos-Vivos - 1984
Direção: Dan O'Bannon - Estados Unidos
9 - Madrugada dos Mortos - 2004
Direção: Zack Snyder - Estados Unidos
10 - A Noite do Terror Cego - 1971
Direção: Amando de Ossorio - Espanha/Portugal
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Corria o ano de 1969, o sonho americano estava se destruindo devido à guerra do Vietnã, a nação estava passando por mudanças profundas, o cinema americano também.
A indústria cinematográfica americana outrora poderosa estava decadente, aos poucos tomava novos rumos com a ajuda de um punhado de novos talentos que iam de Martin Scorsese a Francis Ford Coppola.
O veterano diretor Sam Peckinpah, que antigamente fazia tremer qualquer um dos figurões da indústria pela sua rebeldia lançaria a sua obra-prima nos cinema naquele ano.
Meu Ódio Será a Tua Herança ( The Wild Bunch) foi o canto do cisne para um gênero americano por excelência que estava moribundo, o faroeste.
Conta a história de uma veterana quadrilha de foras-da-lei, os Wild Bunch, remanescentes da famigerada quadrilha dos Dalton, que acaba se envolvendo na sangrenta revolução mexicana.
O tema principal do filme é o fim do Velho Oeste e da era do cowboy. O general mexicano aparece em um carro vermelho no lugar do cavalo. Dentre as armas do exército mexicano estão uma mortífera metralhadora M1917 Browning, que podia dizimar um pequeno exército. O lider da gangue, Pike, usa uma pistola automática M1911 no lugar do tradicional "seis-tiros". Muitos notam um paralelo da violência do filme com a guerra do Vietnã, que estava em pleno desenrolar na época das filmagens.
Peckinpah utilizou de um recurso que o acompanhou ate a sua morte, as cenas filmadas em slow motion (câmera lenta)
“Meu Ódio Será Sua Herança” mostra o fim de uma era, a troca de guarda entre duas gerações muito diferentes.
Com todos esses méritos
Apresento Meu Ódio Será a Tua Herança, a Magnum opus de Peckinpah
O Brasil tem duas edições do grande filme de Peckinpah, ambas da Warner. A primeira é simples e traz a montagem aprovada pelo diretor, sem cortes, que permaneceu no limbo por alguns anos. Preserva imagem (wide 2.35:1) e som (Dolby Digital 5.1). Já a edição especial é dupla e traz um disco extra com três longos documentários, além de um comentário em áudio com quatro críticos/biógrafos do grande diretor.
SAM PECKINPAH (1926-1984)
Neto de um cacique índio, Sam Peckinpah abriu seu caminho no mundo do cinema através da TV, onde dirigiu uma série de bem -sucedidos westerns. Estreou na tela grande em 1961, com "O homem que eu devia odiar", mas começou a deixar sua marca no gênero com "Pistoleiros do entardecer" (1962), em que introduz seu sub-tema favorito: o ocaso de homens rudes e selvagens, que não conseguem se adaptar aos "novos tempos", em que as forças econômicas são mais fortes que a boa pontaria e as grande amizades. A tragédia da inadaptação está presente em "Meu ódio será sua herança" e "Pat Garret & Billy The Kid", seus trabalhos mais importantes.
Peckinpah muitas vezes é reduzido a um esteta da violência, o que é uma grande injustiça. O sangue jorrando de grandes feridas abertas por balas, os corpos caindo em câmara lenta e os montes de cadáveres que se acumulam nas ruas são realmente imagens marcantes, que identificam um autor e criam um mito, mas é preciso reconhecer que ele sabia contar uma história com precisão narrativa e, principalmente, que sabia dirigir atores, extraindo deles, muitas vezes, atuações memoráveis, como Warren Oates em Tragam-me a cabeça de Alfredo Garcia (1974), William Holden em Meu Ódio Será Sua Herança e Kris Kristofferson em Pat Garret & Billy The Kid (1973).
Depois do ápice profissional, obtido na década de 60 e início dos anos 70, Peckinpah acaba se perdendo em obras menores, certamente impostas pelos estúdios, como "A Cruz de Ferro" e "Comboio". Sem uma história forte e sem a possibilidade de brincar com a narrativa, só resta na tela a sua grande coleção de efeitos especiais de violência, que podem levar o espectador a considerá-lo fascista. Mas quem conhece seus grandes filmes sabe: por trás daquela câmara lenta, que estende a morte até o limite do insuportável, está alguém que reflete sobre as origens da violência humana, às vezes inevitável, às vezes boba, às vezes torpe, às vezes heróica. Mas sempre muito dolorosa.
Fonte: http://www.terra.com.br
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J. B. Tanko
Josip Bogoslaw Tanko nasceu na cidade croata de Sisak em 21 de abril de 1906, desde a infância foi apaixonado pelo cinema.
Em sua primeira ida ao cinema, ficou hipnotizado pelas imagens, assistiu a uma sessão após a outra, até ser retirado da sala pelo gerente, autodidata, perseguiu o sonho infantil, chegando ao cinema na transição do mudo para o sonoro.
Na Áustria, começou traduzindo legendas e diálogos para versões iugoslavas de filmes alemães e austríacos. O aprendizado se fez na prática, integrado a equipes de cinema, como terceiro assistente de direção.
Na década de 30, em períodos diferentes, trabalhou em diversos estúdios, e m Viena, no Sascha-Filmindustrie Ag e no Wlen-Film Gmbh e, em Berlim, no Tobis Filmkunst, Terra Filmkunst e UFA. Foi assistente de direção em Der Zigeunerbaron (1934-1935, Karl Hartl), Bosniaken/Blutsbrüder (1935, Johannes Alexander Hübler-Kahla) e Eine Seefahrtdie ist Lustig (1935, Alwin Elling).
Em Belgrado, na Iugoslávia (1936-1937), organizou co-produções e realizou documentários na Central Nacional De Filme. Foi roteirista de Die Korallenprinzessin (1937, Viktor Janson) e Derklapperstorchverband(1937, Carl Boese). A partir de 1937-1938, em Viena, participou das equipes da Wien-Film, recém-criada por Goebbels, e dirigida pelo austríaco Karl Hartl. Também trabalhou como representante do cinema iugoslavo, importando e exportando filmes para Áustria, Alemanha e a antiga Tchecoslováquia.
Com o início da Segunda Guerra Mundial, apresentou-se ao serviço militar, em Belgrado, assumindo o Departamento de Cinema Documental do Exército. . Quando a Iugoslávia foi invadida pela Alemanha, filmou o bombardeio de Belgrado. Fugiu para Berlim levando a cópia do filme e de lá foi para Viena em 1942, integrando equipes de filmagens dos diretores Hans Thimig e Hubert Marischka, especialistas em filmes de entretenimento. Devido a necessidades financeiras, durante a guerra, chegou a trabalhar como lanterninha na sala exibidora de um amigo, maquinista e eletricista em filmes.
Com o fim da Segunda Guerra, na qual perdeu toda a família, decidiu emigrar.
No pós-guerra, escreveu e dirigiu o documentário Amerika Hilft Oesterreích.
Radicou-se no Brasil (Rio de Janeiro) e desde 1948 contribuiu com sua experiência diversa para a profissionalização da produção local. Começou na Cinelândia Filmes, produtora dos irmãos Alípio Ramos e Eurides Ramos, foi gerente de produção, argumentista e roteirista nos dramas românticos A Força do Amor, Brumas da Vida, Perdidos de Amor, a comédia Os Três Recrutas e o filme de ação O Diamante, sem abandonar a Cinelândia, começou a trabalhar também na Atlântida, onde desempenhou vários papéis, foi assessor técnico de Dupla Do Barulho E Nem Sansão Nem Dalila, primeiros filmes de Carlos Manga na direção chegando a diretor. Realizou alguns dramas, que não tiveram sucesso de público, levando-o às comédias.
Embora apreciasse os dramas, ficou frustrado com o fracasso de público de seus dois primeiros filmes, apesar de premiados e elogiados pela crítica. Percebeu que "se queria se comunicar com o povo deveria falar a língua do povo", por isso optou pela comédia.
Em 1955 passou a trabalhar para Herbert Richers, para o qual dirigiu 18 filmes, em uma sucessão de chanchadas, carnavalescas e comédias, dirige os cômicos populares Ankito e Grande Otelo (Metido A Bacana, E O Bicha Não Deu, Garota Enxuta, Vai Que É Mole), Zé Trindade (Mulheres À Vista, Entrei De Gaiato, Marido De Mulherboa e Bom Mesmo É Carnaval) e Golias (O Dono Da Bola). Voltando aos filmes sérios, adaptou romances de Nélson Rodrigues (Asfalto Selvagem E Engraçadinha Depois Dos 30) e do romancista João Condé (Um Rama Para Luiza).
A adaptação do romance de José Mauro de Vasconcelos, "Rua Descalça", destinado ao público infantil, foi o último que dirigiu para a Herbert Richers.
Em 1967, dirigiu dois filmes produzidos por Jarbas Barbosa, ambos com o irmão do produtor, o apresentador de televisão Chacrinha: Carnaval Barra Limpa, resgate do gênero carnavalesco, e Adorável Trapalhão, no qual Tanko encontrou Renato Aragão.
J.B. Tanko viria a dirigir 11 filmes dos Trapalhões. Em 1969, fundou a JBTV - J. B. Tanko Filmes Ltda e dirigiu diversas comédias para adolescentes. Trabalhando com Os Trapalhões, realizou O Trapalhão Nas Minas Do Rei Salomão, uma das maiores bilheterias do cinema brasileiro em todos os tempos (cerca de 6 milhões de espectadores), e também Os Saltimbancos Trapalhões, considerado o melhor filme do grupo.
Produziu e dirigiu filmes diversificados, como o drama erótico As Borboletas Também Amam, com a atriz Angelina Muniz, e o musical Vamos Cantar Disco, Baby ?, com o conjunto As Melindrosas, à época popular. Em 1983, produziu o filme Perdoa-Me Por Me Traíres, dirigido por Braz Chediak, baseado na obra de Nélson Rodrigues.
Quando Dedé Santana, Zacarias e Mussum separaram-se de Renato Aragão, criando a DEMUZA, J. B. Tanko produziu a comédia Atrapalhando A Suate.
Aos 81 anos dirigiu seu último filme: Os Fantasmas Trapalhões.
Responsável pelo lançamento das atrizes Norma Blum, Anilza Leone, Nelly Martins, Evelyn Rios, Vera Viana, Darlene Glória, Rossana Ghessa e Angelina Muniz, dos palhaços Fred e Carequinha, do cantor Antonio Marcos, do cômico Mussum e do ator Arlindo Barreto. Formaram-se nas equipes de Tanko, diretores e roteiristas como Gilvan Pereira, Vítor Lustosa, José Alvarenga Jr., Domingos Demasi, o fotógrafo Nonato Estrela, entre outros.
Severo com atores, dos quais exigia que conhecessem o roteiro, era flexível como realizador, fazendo a produção avançar com ou sem dinheiro. Reinvestindo sempre em cinema, manteve-se em atividade permanente e contribuiu para a manutenção do mercado de trabalho. Diretor e roteirista de todos os seus filmes, Tanko destacou-se pelo amplo domínio da realização cinematográfica, consciente do seu lugar na história do cinema brasileiro: "não sou gênio, mas sou artesão".
Morreu aos 87 anos, de enfarto, deixando enorme contribuição para o cinema brasileiro. Teve um filho, Alexander Tanko, que também atuou na produção cinematográfica e na produção de diversos comerciais e vinhetas de clips musicais para divulgação em televisão.
Filmografia
1983 Os Fantasmas Trapalhões
1982 Os Trapalhões na Serra Pelada
1982 Os vagabundos Trapalhões
1981Os saltimbancos Trapalhões
1979As Borboletas Também Amam
1979 Vamos Cantar Disco Baby
1977 O Trapalhão nas Minas do Rei Salomão
1976 O Trapalhão no Planalto dos Macacos
1976 Simbad, O Marujo Trapalhão
1975 O Trapalhão na Ilha do Tesouro
1974 Robin Hood, O Trapalhão da Floresta
1973 Salve-se Quem Puder
1973 Aladim e a Lâmpada Maravilhosa
1972 Som Amor e Curtição
1971Como Ganhar na Loteria sem Perder a Esportiva
1971Rua Descalça
1970 Pais Quadrados... Filhos Avançados
1968 Massacre no Supermercado
1967 Adorável Trapalhão
1967Carnaval Barra Limpa
1966Engraçadinha Depois dos Trinta
1965 Um Ramo para Luíza
1964 Asfalto Selvagem
1962 Bom Mesmo É Carnaval
1961 O Dono da Bola
1960 Marido de Mulher Boa
1960 Vai Que É Mole
1959 Entrei de Gaiato
1959Garota Enxuta
1959 Mulheres à Vista
1958 E o Bicho Não Deu
1957Com Jeito Vai
1957Metido a Bacana
1956Com Água na Boca
1956Sai de Baixo
1954A Outra Face do Homem
1952 Areias Ardentes
Tags: Diretores;, Cinema, Brasileiro
Nesse domingo, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas realizará a sua premiação para os melhores do cinema mundial, diga-se americano, e mais uma vez será aquela chatice maior, mas a festa já teve seus momentos legais.
Vejamos:
As Polêmicas
1931: o ator Jackie Cooper, na época com 10 anos, acabou dormindo na premiação. Ele concorria ao Oscar de melhor ator por 'Skippy'. Cansado, Cooper colocou o rosto nos ombros de Marie Dressler, que teve que acordá-lo ao ser eleita a melhor atriz.
1932: a Academia aceitou pela primeira vez inscrições de filmes que não foram rodados em Hollywood. Muitas críticas foram feitas ao novo critério de seleção. Alguns radicais detestaram a idéia de eleger filmes estrangeiros.
1938: o escritor John Lee Mahin recusou uma indicação ao Oscar de melhor roteiro pelo filme 'Captains Courageous' por não concordar com as regras de votação.
1940: o Los Angeles Times publica uma lista com os vencedores do Oscar na mesma noite da premiação, vendendo milhares de jornais. Com isso, o envelope lacrado passou a ser adotado e o segredo dividido com pouquíssimas pessoas dentro da Academia.
1962: George C. Scott recusa sua indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante por 'Desafio à Corrupção'. Apesar do pedido, seu nome não foi retirado da cerimônia.
1974: ao vencer o prêmio de melhor ator por 'O Último Tango em Paris', Marlon Brando colocou uma atriz vestida de índia para receber o prêmio. A indígena reclamou da forma como os índios eram tratados em Hollywood. Como se não bastasse, a estatueta foi recusada.
1974: embora tenha ganhado três Oscars em sua carreira, Katherine Hepburn nunca havia apresentado a cerimônia. Ela agradeceu a Academia: "Já era sem tempo".
1974: um homem de 33 anos, identificado como Robert Opal, invade o palco completamente pelado, tirando a atenção do ator David Niven, que iria anunciar a convidada Elizabeth Taylor. Opal torna-se uma figura cultuada pelos jornalistas e fãs da cerimônia. Ele foi encontrado morto cinco anos depois, em São Francisco.
1980: dois impostores já receberam a estatueta do Oscar. Um se fez passar por representante da atriz Alice Brady, eleita coadjuvante de 'No Velho Chicago', levou o prêmio e nunca foi descoberto. Outra pessoa fingiu ser o diretor húngaro Ferenc Rofuz, tirou fotos no tapete vermelho e ainda concedeu um discurso emocionante.
1983: Zibnigiew Rybczynski, ganhador do Oscar de melhor animação por 'Tango', deixou o auditório para fumar um cigarro do lado de fora e na volta foi barrado pelos seguranças. Por ter pouco domínio da lingua inglesa, não conseguiu argumentar que era um convidado e acabou algemado e preso, passando a noite atrás das grades.
1987: ao subir ao palco, Eddie Murphy reclamou e disse que a premiação não era dada a atores negros. Segundo ele, "os negros e ele mesmo não seriam capazes de levar uma estatueta". Em 2007, Murphy ganhou o Oscar de melhor ator coadjuvante por 'Dreamgirls'.
2000: em forma de protesto, a cantora islandesa Björk foi a uma cerimônia do Oscar vestida de cisne, com figurino feito de arames e penas brancas. A cantora, que foi à premiação para apresentar a música 'I´ve Seen it All', parte da trilha sonora de 'Dançando no Escuro',foi severamente criticada pelos conservadores.
2005: o filme de Walter Salles, 'Diários de Motocicleta', ganha o Oscar de melhor canção original com 'Al Outro Lado Del Rio', composta pelo uruguaio Jorge Drexler. O intérprete, no entanto, foi impedido de cantar sua música no palco, dando lugar a Antonio Banderas e Carlos Santana. Em forma de protesto, Drexler recebeu sua estatueta e cantou os versos da música ao invés de fazer um discurso.
2005: os organizadores da Academia abriram uma ação na Justiça contra várias empresas e cinqüenta anônimos por venderem ingressos para a maior cerimônia de Hollywood. Eles ganhavam até US$ 30 mil por cada par de ingressos dos fãs ansiosos por chegar perto de astros como Leonardo DiCaprio ou Hilary Swank.
As Gafes
Historicamente, uma das primeiras gafes aconteceu em 1934, quando Will Rogers anunciou o Oscar de melhor direção e, ao invés de dizer o nome do vencedor, disse apenas: "Venha buscar, Frank". Frank Capra, que estava concorrendo por 'Dama por um Dia' se levantou sorridente, cumprimentou os amigos e subiu ao palco, sem saber que na verdade o vencedor era Frank Lloyd, pelo filme 'Cavalgada'.
1943 - Humphrey Bogart
No Oscar de 1943, Humphrey Bogart era um dos favoritos à estatueta de melhor ator por seu papel em 'Casablanca' e foi receber o prêmio segundos antes de anunciarem o verdadeiro vencedor: Paul Lukas. Percebendo o erro, parou em pé e começou a aplaudir, mesmo com todos os outros convidados sentados em suas cadeiras.
1952 - Shelley Winters
Um dos momentos mais engraçados do Oscar aconteceu em 1952, quando Shelley Winters, que disputava o Oscar por 'Um Lugar ao Sol', levantou e correu ao palco antes do apresentador Ronald Colman anunciar a vencedora. Ao perceber que a premiada foi Vivien Leigh, por 'Uma Rua Chamada Pecado', Vittorio Gasman, marido de Shelley, tentou evitar um constrangimento e puxou o vestido da mulher de uma vez, fazendo com que os dois caíssem no chão.
1964 - Rita Hayworth
A diva Rita Hayworth era conhecida mundialmente por seu trabalho, mas nunca ganhou uma estatueta. Ao apresentar o Oscar de melhor diretor na premiação de 1964, a atriz se viu em apuros ao não conseguir ler o nome do vencedor nas pequenas letras do envelope. A confusão a fez chamar o diretor Tony Richardson, de 'As Aventuras de Tom Jones', de Donny.
1970 - Goldie Hawn
Goldie Hawn mostrou-se "chocada" ao ler que George C. Scott era o premiado de 1970, e soltou um: "Meu Deus". Scott havia recusado ir à cerimônia dias antes e pediu para sair da lista dos indicados.
1975 - Steven Spielberg
O excesso de confiança de Steven Spielberg o fez cometer uma das piores gafes de sua carreira. Achando que seria premiado por 'Tubarão', em 1976, o veterano diretor contratou uma equipe de câmeras para filmar sua reação. O vencedor, no entanto, foi Milos Forman, por 'Um Estranho No Ninho'. Spielberg não escondeu a decepção e lamentou com as mãos na cabeça e olhar cabisbaixo.
1978 - Woody Allen
Em 1978, Woody Allen deixou de ir à cerimônia para ir a uma apresentação de sua já extinta banda de jazz, os Ragtime Rascals, em um pub de Manhattan. Ele chegou a anunciar que "ganhar não lhe importava", sem saber que havia sido indicado para melhor diretor por seu trabalho em 'Noivo Neurótico, Noiva Nervosa'.
1982 - Meryl Streep
Meryl Streep deixou cair no chão o discurso que preparou para agradecer o Oscar de melhor atriz por 'A Escolha de Sofia', em 1982, e teve que improvisar.
1983 - Um Lugar no Mundo
Em 1983, apenas quatro produções foram indicadas para melhor filme estrangeiro. Isso aconteceu porque a Academia não considerou o filme 'Um Lugar no Mundo' como uma produção uruguaia, já que era feita em parceria com a Argentina.
1985 - Sally Field
Sally Field foi ridicularizada em 1985 pelo discurso que fez ao ganhar seu segundo Oscar por 'Um Lugar no Coração'. Ela disse que "não era ortodoxa e que nunca sentiu o respeito de ninguém, mas agora as pessoas gostavam dela". "Vocês realmente gostam de mim", repetiu três vezes.
1987 - Cher
Durante a premiação em 1987, Cher se atrapalhou ao chamar o compositor Marvin Hamslich de Marvin Hammisch.
Cher agradeceu seu maquiador e cabeleireiro, mas esqueceu completamente do diretor e roteirista do filme 'Feitiço da Lua', que a fez ganhar o prêmio de melhor atriz. Dias depois, pediu desculpas públicas em um anúncio publicitário na Variety.
1987 - Sean Connery
Sean Connery ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante em 1988 por interpretar o papel de um policial irlandês em 'Os Intocáveis'. Nas telas, porém, o ator manteve seu sotaque escocês, diferente do resto do elenco.
1987 - Greve do sindicato de roteiristas
Em 1987, a cerimônia do Oscar teve que ser feita sem roteiros e na base do improviso, já que o sindicato de roteiristas estava em greve.
1989 - Eileen Bowman
No Oscar de 1989, um número musical frustrante foi mostrado para a platéia. A atriz Eileen Bowman subiu ao palco vestida de Branca de Neve, fez um dueto desafinado com Rob Lowe e se uniu com outros artistas para mostrar o que seriam "os vencedores dos Oscars futuros". Nenhum dos atores apresentados no palco foi indicado posteriormente. Depois disso, a Disney processou a Academia por não pagar os direitos do uso da imagem de Branca de Neve.
1996 - Sharon Stone
Sharon Stone subiu ao palco sem envelope em 1996 e teve que improvisar enquanto esperava que a equipe da Academia encontrasse o cobiçado papel.
1997 - Kate Winslet
Com a certeza que iria ganhar o Oscar de melhor atriz por 'Titanic', de 1997, Kate Winslet foi filmada com uma expressão de choque, seguida de uma careta, ao perceber que a vencedora foi Helen Hunt, por 'Melhor é Impossível'.
2002 - Adrien Brody
Ao ganhar o Oscar de melhor ator por 'O Pianista', em 2003, Adrien Brody fez uma oração no palco para que o conflito no Iraque "acabasse bem", defendendo, em partes, os Estados Unidos. Antes disso, Michael Moore havia disparado críticas ofensivas ao governo de Bush, o que fez o "discurso" de Brody soar como uma provocação ao diretor.
Fonte: Wikipédia
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Tags: curiosidades, Oscar
Ídolo na música brasileira, Roberto Carlos também estrelou filmes, inspirados em modelo lançado pelos Beatles na década de 1960. O primeiro desses foi o longa-metragem "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura", de 1967, dirigido por Roberto Farias. A trilha sonora do filme foi lançada naquela mesma época, com o mesmo sucesso do filme, com canções de destaque como "Eu Sou Terrível", "Como É Grande O Meu Amor Por Você" "Quando", e "Por Isso Eu Corro Demais". Em todas as 12 músicas, Roberto teve o excelente acompanhamento instrumental de Renato e Seus Blue Caps e do tecladista Lafayette, que inovou na faixa “E Por Isso Estou Aqui” tocando cravo, instrumento consagrado no período Barroco.
E em uma das grandes cenas do filme, a música Você Não Serve Pra Mim de Renato Barros toma quanta de película mostrando grandes explosões e perseguições na fuga do Rei.
- Você disse que o Roberto Carlos está preso em um lugar seguro?
- disse.
- E onde é que ta o brasa?
- lá!
Perfeito....
Tags: CENAS, SEQUENCIAS
Há mais de um século, Thomas Edison conseguiu a patente para um aparelho que faria “para o olho o que o fonógrafo fez para o ouvido”. Ele o chamou de cinetoscópio [Kinetoscope]. Edison não foi apenas o primeiro a gravar vídeo, mas foi também a primeira pessoa a ser dono do copyright de um filme cinematográfico.
Por causa das patentes de Edison para filmes cinematográficos, quase foi financeiramente impossível criar filmes de cinema na costa oeste norte-americana. Os estúdios de cinema, assim, mudaram para a Califórnia e fundaram o que hoje chamamos de Hollywood. A principal razão é que ali não haviam patentes. Não havia também nada de copyright, então os estúdios podiam copiar velhas histórias e fazer filmes a partir delas – como Fantasia, um dos maiores hits da história da Disney.
Portanto, toda a base dessa indústria, que está hoje aos gritos sobre perda de controle sobre direitos não-materiais, é que eles driblaram direitos não-materiais. Eles copiaram (ou, de acordo com sua terminologia,”roubaram”) as obras criativas de outras pessoas sem pagar por isso. Eles o fizeram para obter grandes lucros. Hoje, eles são todos bem-sucedidos e a maior parte dos estúdios está na lista da Fortune das 500 empresas mais ricas do mundo. Parabéns – está tudo baseado em ser capaz de reutilizar criações de outras pessoas. E hoje eles detém os direitos das criações de outras pessoas. Se você quer lançar alguma coisa, você tem que seguir as regras deles. As regras que eles criaram depois de driblar as regras de outras pessoas.
A razão pela qual eles estão sempre reclamando dos “piratas” hoje é simples. Nós fizemos o que eles fizeram. Nós driblamos as regras que eles criaram e criamos as nossas próprias. Nós esmagamos o seu monopólio ao dar às pessoas algo mais eficiente. Nós permitimos que as pessoas tenham comunicação direta entre si, driblando o intermediário lucrativo, que em alguns casos levar mais que 107% dos lucros (sim, você paga para trabalhar para eles).
Tudo se baseia no fato de que representamos competição. Provamos que a forma atual como existem não é mais necessária. Somos simplesmente do que eles são.
E a parte engraçada é que as nossas regras são muito similares às ideias que fundaram os EUA. Lutamos pela liberdade de expressão. Enxergamos as pessoas como iguais. Acreditamos que o público, não a elite, deveria governar a nação. Acreditamos que leis deveriam ser criadas para servir o público, não corporações ricas.
O Pirate Bay é uma comunidade verdadeiramente interacional. Nossa equipe está espalhada por todo o globo – mas ficamos fora dos EUA. Temos raízes suecas e um amigo sueco nos disse isso:
A palavra SOPA significa “lixo” em sueco. A palavra PIPA significa “um cano” em sueco. É claro que isso não é coincidência. Eles querem tornar a internet um cano de mão única. Eles por cima empurrando lixo cano abaixo para o resto de nós, consumidores obedientes.
A opinião pública nesse assunto é clara. Pergunte a qualquer um na rua e você vai descobrir que ninguém quer ser alimentado com lixo. Por que o governo americano quer que o povo americano seja alimentado com lixo foge à nossa compreensão, mas esperamos que você o impeça, antes que afoguemos todos.
A Sopa não pode fazer nada para brecar o Pirate Bay. Na pior das hipóteses, mudaremos o domínio principal: do atual .org para uma das centenas de nomes que também já usamos. Em países onde estamos bloqueados (os nomes China e Arábia Saudita são os primeiros que vêm à cabeça), eles bloqueiam centenas de nomes de domínios nossos. E adianta? Não muito.
Para consertar o “problema da pirataria” deveria se ir à raiz do problema. A indústria do entretenimento diz que eles estão criando “cultura”, mas o que eles realmente fazem é vender coisas como bonecas caríssimas e fazer meninas de 11 anos se tornar anoréxicas. Seja de trabalhar nas fábricas que criam as bonecas por praticamente salário nenhum, seja por assistir filmes e programas de TV que as fazem pensar que são gordas.
No grande jogo de computador de Sid Meiers, Civilization, você pode construir maravilhas do mundo. Um dos mais poderosos é Hollywood. Com ele, você controla toda a cultura e mídia do mundo. Rupert Murdoch ficou feliz com MySpace e não via problemas com sua própria pirataria até seu fracasso. Agora ele reclama que o Google é a maior fonte de pirataria do mundo — porque ele está com ciúmes. Ele deseja manter seu controle mental sobre as pessoas e está claro que você consegue um visão mais honesta das coisas na Wikipedia e no Google do que na Fox News.
Alguns dos fatos (anos, datas) nesse texto estão provavelmente erradas. O motivo é que não podemos acessar essas informações quando a Wikipedia está fora do ar. Por causa da pressão de nossos rivais decadentes. Pedimos desculpas por isso.
—THE PIRATE BAY, (K)2012